Crítica - Crescendo Juntas
Críticas Gerais
Lançado nos Cinemas nos EUA. Lançado Diretamente no HBO Max no Brasil. Crescendo Juntas é um filme doce, encantador e surpreendentemente reflexivo.
Ancorando sua história em Margaret, uma garota de 11 anos que se muda para uma nova cidade com seus pais e onde enfrentará o início da adolescência, Crescendo Juntas traz uma história que, a princípio, parece batida e já explorada antes, mas que o roteiro consegue conferir uma atmosfera calorosa e quase nostálgica, nos levando para dentro do filme, onde nos sentimos próximos daqueles personagens (e o roteiro confere humanidade a eles, e também em suas dinâmicas), principalmente em Margaret e seus dramas adolescentes bastante relacionáveis. Aliás, sua protagonista é tão cativante que sempre torna o filme divertido, nos conquistando com seus questionamentos e nos levando à nossa própria nostalgia e à compaixão com ela por reconhecemos o significado de momentos importantes para ela (e que para uma adolescente significa o mundo, como o primeiro beijo ou o uso de um sutiã), e certamente é um filme que conversará ainda mais com as mulheres (o que não impede, claro, que homens apreciem o filme, como é o meu caso). Melhor ainda é que o roteiro sabiamente também explora a relação entre mãe e filha de forma autêntica e verdadeira, e o roteiro também acerta por abrir espaço para os dramas pessoais de personagens paralelos, nem que seja de uma maneira pequena ou sutil, com um destaque mais claro à mãe da protagonista, que possui uma relação mais quebrada com os seus pais, e busca também se encontrar naquela nova cidadezinha e lidar com as novidades da filha. Porém, em um dos poucos tropeços do filme, algumas das tramas acabam sendo deixadas de lado (como a da amiga vizinha), o que confere um caráter ligeiramente episódico ao filme.
Mas além disso, o filme surpreende ao provocar reflexões que, mesmo vindas de uma adolescente, são relacionáveis e interessantes. Com isso, o roteiro acaba refletindo a jornada de sua protagonista tanto para o início da adolescência quanto em sua busca para entender as religiões e a própria fé, e suas orações refletem não só a mentalidade da sua idade, mas também nossa busca por respostas e significados na vida, especialmente em uma fase que tanto buscamos acolhimento e propósito na vida. E a conclusão que ela encontra em dado momento do filme é não só realista de certa forma, como também traz certo impacto, e isso consegue tornar o filme emocionante de certa forma (algo que também se aplica ao lindo final do filme, que amarra a história de forma perfeita e emocionante).
Contando ainda com ótimas atuações (Rachel McAdams traz imensa verdade e calor humano como a mãe da protagonista, nos encantando com a preocupação que ela tem com a filha, mas revelando sutilmente suas mágoas passadas de forma tocante, Abby Ryder Fortson domina o filme como ninguém como a protagonista Margaret, e a atriz, além de carismática, se sai muito bem nas passagens dramáticas, Elle Graham evita transformar a vizinha de Margaret em uma mera vilã caricatural, e a atriz é inteligente ao conferir uma vontade por atenção e pertencimento que nos leva a entender suas atitudes e Kathy Bates é adorável como a avó da protagonista, trazendo um imenso carinho pela neta, mas também uma personalidade forte), um belo trabalho de design de produção e de figurinos (a recriação de época é eficiente e bastante contida) e uma adorável trilha sonora, é raro dizer isso, mas quando Crescendo Juntas terminou, tive a sensação de que queria ver mais daqueles personagens e que o filme poderia ser um pouquinho mais longo, apenas para podermos passar mais um tempo com Margaret, sua mãe, sua avó e os demais personagens, e isso diz muito sobre o filme.
Baseado no Livro de Judy Blume.
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 107 Minutos
Distribuição: Sony Pictures
Direção: Kelly Fremon Craig
Elenco: Rachel McAdams, Abby Ryder Fortson, Elle Graham, Benny Safdie e Kathy Bates
Essas e outras críticas, você pode ler aqui:
https://criticasdefilmes1.wordpress.com/











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