CRÍTICA l Da Magia a Sedução: Feitiço de Amor
Críticas GeraisPor Nando Araújo

Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é o segundo filme do clássico de 1988. Estrelado por Sandra Bullock e Nicole Kidman, as irmãs Sally e Gillian respectivamente, continuam sofrendo as consequências da tenebrosa maldição do clã Owen, que faz com que todas as pessoas por quem elas se apaixonem, acabem morrendo. Neste filme, a Kylie (filha da Sally) interpretada por Joey King, descobre os segredos da família de forma trágica e sai em busca de salvar a vida de seu amado.

A sequência trás uma narrativa leve, uma comédia romântica misturada com mistério e magia, onde os acontecimentos ocorrem sem pressa e com profundidade nas personalidades dos personagens e na relação entre as integrantes da família Owen, podendo assim virar um novo “filme conforto” pra boa parte do público. A atuação das consagradas Bullock e Kidman, é primorosa. Há uma conexão forte entre elas em cena, o que acaba também refletindo na relação com as outras personagens, trazendo uma interação genuína entre três gerações de bruxas.

A trilha sonora é lúdica, remetendo à um cenário fantasioso e místico, com algumas trilhas musicais da atualidade em momentos de drama e descontração. Na fotografia a coloração é vibrante, onde cada cor é mais saturada e mais vívida, principalmente nas cenas externas nos jardins. Os enquadramentos adotados são mais intimistas, o diretor buscava sempre as expressões das atrizes e os sentimentos que elas sentiam em cena. A história gira em torno dos mistérios do livro encantado da família, que os efeitos especiais, conseguiram deixa-lo como se ele tivesse vida própria e sempre reagindo ao toque dos atores.

No figurino o que chama mais atenção é o contraste aplicado entre as irmãs Owens, mostrando as diferentes personalidades através das cores e estilos de roupas. A Sally (Bullock) usa mais roupas sóbrias, trazendo um tom mais sério, com tons de azul e preto, e sempre com o cabelo preso, enquanto a Gillian (Kidman) passa uma energia mais solar, vestida com cores e estampas mais vibrantes e terrosos e cabelos sempre soltos.

O desfecho da história é catártico, mostrando mais uma vez que o poder da família está ligado à conexão entre as irmãs Owens, suas antecessoras e sucessoras. Saí da sessão com o coração preenchido pelos encantos dessa família que trouxe nessa sequência personagens mais maduros, lidando com novos desafios familiares e conseguindo lidar com os problemas com carinho, afeto e muita, mas muita magia.
Nota: 4/5






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