Scooby-Doo 1 & 2 | A dobradinha perfeita para o Halloween #1

Recomendações

Sempre que chega outubro, logo se pensa no dia das bruxas e, consequentemente, nos possíveis filmes propícios para se assistir nessa época. Obviamente, inúmeros filmes de terror passam pela cabeça. Sejam clássicos ou recentes, os filmes de horror sempre são uma boa pedida para o Halloween. No entanto, também existem as opções que pertencem a outros gêneros com essa temática, podendo ser animação, comédia ou aventura (muitos filmes do Tim Burton se enquadram aqui). Mesmo rodeado de diversos exemplos maravilhosos, preciso comentar sobre o quanto os dois filmes live-action clássicos do Scooby-Doo dos anos 2000 são perfeitos para uma sessão dupla nessa ocasião.

 

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Lançados em 2002 e 2004, respectivamente, “Scooby-Doo” e “Scooby-Doo 2: Monstros à Solta” foram dirigidos por Raja Gosnell, roteirizados por James Gunn, e estrelados por Freddie Prinze Jr. como Fred, Sarah Michelle Gellar como Daphne, Linda Cardellini como Velma, Matthew Lillard como Salsicha e Scoobert Cornelius Doo como Scooby-Doo (pausa dramática para dar uma risadinha). No primeiro, acompanhamos o reencontro da Mistério S.A., após dois anos de sua separação, proporcionado por Emile Mondavarious (Rowan Atkinson), dono do parque temático Spooky Island (Ilha do Espanto). Mondavarious reuniu a equipe para investigar algumas situações estranhas e sobrenaturais que assombram os jovens visitantes. Nossa gangue, agora, terá que unir forças novamente para resolver mais um mistério.

 

Scooby Dooby Doo!

Definitivamente, não sei dizer qual prefiro, mas é inegável que este primeiro possui um charme confortável imenso. São muitas falas icônicas que, de tanto assistir, acabamos decorando boa parte das linhas de diálogo. E é claro que estou falando, especificamente, da dublagem brasileira. Já assisti esse filme tantas vezes, e nunca vi legendado, com exceção de alguns trechos que às vezes aparecem nas redes sociais. Mas sempre que revisito essas joias, é obrigatório ser dublado. Isto é fruto de um trabalho primoroso da equipe de dublagem e, especialmente, da tradução e adaptação do texto, feita por Mário Menezes. Além disso, são muitos nomes de peso envolvidos. Dirigidos pelo saudoso Lauro Fabiano, temos os eternos e ícones absolutos (para sempre lembrados) Orlando Drummond e Mário Monjardim brilhando na voz de Scooby e Salsicha, Peterson Adriano se destacando na voz de Fred (“Aí a perua falou ‘tá afim?’”), Sylvia Salustti dando voz maravilhosamente para Daphne e Miriam Ficher e seu inconfundível timbre dando voz à Velma.

Mas voltando à proposta de Halloween, aqui temos diversos elementos para nos divertir com a recomendação. Até porque o próprio desenho clássico de Scooby-Doo já vem com essa abordagem, desde os primórdios de Hanna-Barbera. Criada por Joe Ruby e Ken Spears, a franquia “Scooby-Doo” é muito lembrada pelo contraste entre a divertida dinâmica da equipe e a resolução de mistérios assustadores. Sempre estão em alguma cidade abandonada, entram em castelos mal-assombrados, interagem com personagens obscuros, enfrentam supostos fantasmas e monstros. Todos os elementos de dia das bruxas estão devidamente presentes. E o filme ressalta esse caráter “sombrio” com uma área recheada de possibilidades para se brincar com isso: um parque de diversão temático de horror.

Quais foram os melhores anos? Acho que 1969-1971, mas 1972-1973 fica em  segundo lugar. : r/Scoobydoo

Além disso, em termos narrativos, é a adaptação perfeita de um desenho para um filme em live-action, por entender a essência por trás de Scooby-Doo, além dos elementos de terror. No desenho, cada membro da Mistério S.A. exibe características muito típicas em todos os episódios e, de muitas formas, todos acabam ajudando na conclusão do caso. Pelo caráter seriado, é de suma importância que a animação estabeleça tais particularidades de cada personagem. E o desenho sempre deixou isso claro com maestria. Fred é o líder que adora criar armadilhas, Daphne é a estilosa que, por vezes, acaba sendo retratada como atrapalhada, Velma é a inteligente mas desajustada, Salsicha e Scooby são os covardes que estão sempre famintos. A premissa do filme de 2002 é justamente questionar o papel de cada um. Cada membro começa a se perguntar qual é sua verdadeira função na equipe. Por conta disso, acabam se separando e trilhando seus próprios caminhos. A graça está no reencontro, quando todos tentam passar a sensação de que estão bem e suficientes, sem a necessidade dos outros. Até que, com o tempo, vão percebendo que é justamente na particularidade de cada um que o grupo encontra sucesso.

Crítica | Scooby-Doo (2002) - Plano Crítico

Ao longo do filme, encontramos inúmeros momentos que em sua base são aterrorizantes, mas no cerne ficam hilários, como na investigação de Daphne em que ela presencia o começo de um ritual voodoo, ou quando Velma interroga um homem misterioso místico fazendo uma apresentação especial cheia de pirotecnias. O ambiente em si ajuda muito para esta sensação. Claro que tudo isso com muito bom humor. O meu preferido é quando Fred e Velma entram em uma sala secreta dentro de um castelo, e assistem um vídeo de simulação onde jovens possivelmente estão passando por uma espécie de lavagem cerebral. A construção de mistério sugerida aqui é perfeita, dado o tom enigmático que há no vídeo. Em um filme de terror, esta cena seria vista com olhos mais conspiracionistas, insinuando que aqueles visitantes do parque podem até fazer parte de algum culto ou algo parecido. Nesse meio tempo, percebemos que havia alguém os espionando na sala ao lado, deixando evidente o perigo iminente em se envolver nessa história. Mas o grande diferencial aqui é que ao mesmo tempo em que as coisas começam a ficar sérias, do outro lado do castelo temos Salsicha e Scooby disputando um campeonato de… eructação e flatulência (termos bem ‘Scoobert Cornelius’ da minha parte). Há quem não goste. Há quem ache uma artimanha barata em comédias pastelão. Não nego que em muitos filmes isso soa bem cansativo. Mas aqui, meu amigo, temos Scooby-Doo desafiando Salsicha Rogers a soltar vários gases de modos exóticos, até chegar Daphne, com toda sua elegância, que se espanta com o odor da sala!

 

Scooby Dooby Dois!

Por sua vez, “Monstros à Solta” redobra a aposta na temática Halloween com os grandes vilões clássicos da série animada, que por si só já serviriam como um prato cheio para uma festa à fantasia no dia das bruxas. Dentre os monstros, temos: O Cavaleiro Negro, O Monstro de Piche, O Zumbi, O Fantasma do Capitão Cutler, O Fantasma do Pterodáctilo, entre tantos outros assustadores e sinistros. 

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Além da ótima adição de novos nomes, como Seth Green dando vida ao Patrick, interesse romântico de Velma, aqui temos um teor misterioso ainda maior em volta dos suspeitos do caso principal. O filme explora ainda mais o lado detetive de todos os integrantes da Mistério S.A., inclusive Salsicha e Scooby. Um dos destaques no âmbito enigmático é o mistério por trás do personagem Jonathan Jacobo (Tim Blake Nelson) e sua relação com o Fantasma do Pterodáctilo. Há uma cena em que preciso admitir que, quando assistia na minha infância, sempre me deu muito medo, quando a turma descobre imagens de Jacobo antes de ir preso, realizando seus experimentos. A foto em questão é de um jornal. Não sei explicar, mas dava uma sensação muito macabra, até porque durante o filme descobrimos que Jacobo teoricamente morreu quando tentou escapar da prisão, mas existia a possibilidade dele ainda estar vivo.

Mike's Movie Cave: Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed (2004) – Review

Além disso, obviamente aqui temos diversos momentos hilários. Destaque para a cena quando toda a Mistério S.A. “invade” a mansão do Velho Wickles (Peter Boyle) - antigo Fantasma do Cavaleiro Negro e ex-companheiro de cela de Jacobo. Lá a gangue cai em armadilhas e - evidentemente - acabam se separando para procurar pistas. Desta vez, Salsicha demanda as tarefas para cada membro, roubando a fala de Fred. Vale lembrar que neste filme, Salsicha e Scooby estão empenhados em tentar resolver o mistério, por estarem cansados de “não fazerem nada” na equipe. Esta dedicação encontra um contraste maravilhoso na iminente divagação da dupla, o que rende uma das melhores cenas do filme: Salsicha e Scooby experimentando poções que o transformam em diferentes versões de si mesmos. Scooby se transforma em Einstein e em Taz do Looney Tunes (isso aqui sempre me tira um sorriso do rosto), e Salsicha transita entre um corpo feminino com uma cintura bem fina e um corpo super 'maromba' (do nada!). Que cena impecável! A melhor dupla possível!

 

Scooby Dooby Dobradinha!

Dito isto, digo com veemência que a dobradinha “Scooby-Doo 1 & 2” é perfeita para a noite de Halloween. Tudo está ali, os elementos misteriosos, crimes a serem resolvidos, monstros assustadores, um grupo de jovens aprontando poucas e boas. Soma-se à isto um cachorro que cativa o mundo há mais de 50 anos. Temos a combinação perfeita! É claro que não se restringe à esta época do ano em específico. Scooby-Doo sempre é uma boa pedida. Seja em uma noite temática comendo aperitivos, salgadinhos, lanches e sorvetes - do jeitinho que Salsicha e Scooby fariam - ou em qualquer outra ocasião (aliás, já fiz essa experiência da noite temática com minha namorada, super recomendável!). Afinal, a franquia Scooby-Doo está aí há anos conquistando diversas gerações, e este momento de live-action ficou marcado como um dos melhores auges de sua história. Meus dois DVDs surrados que o digam (adorava os menus, principalmente do segundo, pois tinha alguns jogos muito divertidos). Vida longa ao Scooby! Não estaríamos bem servidos o suficiente se não fossem essas crianças intrometidas e esse cachorro falante.

Scooby-Doo: Conheça todas as adaptações da franquia para os cinemas -  Notícias de cinema - AdoroCinema

Comentários 1

B
Brie Moreno31 de outubro de 2025
A melhor dobradinha com certeza!! E em boa companhia, com uma boa comilança fica ainda melhor ❤️❤️ realmente, a dublagem brasileira nesses filmes é perfeita: “quem é a mocreia velha?” kkkkkkkk scooby doo pra sempre em meu coração!!!

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