Os 12 Filmes para Ficar de Olho no Festival de Cannes!

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No meu último texto, expliquei o que é o Festival de Cannes e por que ele é um dos eventos mais prestigiados do cinema mundial – Se ainda não leu, clique aqui e confira. Chegou a hora de apontar os títulos que mais chamaram minha atenção e que, ao meu ver, merecem estar no radar de qualquer cinéfilo. Tem filme brasileiro na disputa, estreias de diretores consagrados e promissoras primeiras experiências na direção. Abaixo, listo 12 obras que prometem agitar o festival nesta edição.

 


 

Na Competição

 

 

  • O Agente Secreto
    Dir. Kleber Mendonça Filho


É do Brasil! Em “O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho nos transporta ao Brasil de 1977. A trama acompanha Marcelo (Wagner Moura), que se muda para Recife fugindo de um passado violento, mas logo se vê envolvido em conspirações e perseguições políticas. Suspense, crítica social e a paisagem recifense em destaque. Um filme que promete continuar o diálogo do diretor com a história recente do país.

 

 

  • Sentimental Value
    Dir. Joachim Trier

 

Depois de “A Pior Pessoa do Mundo”, um dos meus filmes favoritos dos últimos anos, o diretor norueguês Joachim Trier retorna com “Sentimental Value”, mais uma aposta no Festival de Cannes. repetindo a parceria ao lado da incrível Renate Reinsve, Trier mergulha nas emoções do cotidiano, explorando com delicadeza a vida de pessoas comuns. Um retrato sensível e tocante que já estou ansioso pra ver.

 

 

  • Alpha
    Dir. Julia Ducournau

 

Após “Raw” e “Titane” — vencedor da Palma de Ouro em 2021 — Julia Ducournau retorna ao Festival de Cannes com “Alpha”, seu primeiro longa após a consagração. O filme acompanha Alpha, uma adolescente de 13 anos que vive sozinha com a mãe, até que tudo muda no dia em que ela chega da escola com uma tatuagem no braço. Com grandes expectativas, Ducournau promete mais uma obra intensa e provocadora.

 

 

  • Nouvelle Vague
    Dir. Richard Linklater

 

Richard Linklater, diretor da trilogia “Before” — que considero uma das melhores histórias de romance do cinema — chega agora com um projeto bem diferente: seu novo filme acompanha os bastidores da produção de “Acossado ”, clássico de Jean-Luc Godard. Uma celebração à Nouvelle Vague e ao poder transformador do cinema. Assumo que estou curioso e apreensivo.

 

 

  • Eddington
    Dir. Ari Aster

 

Apesar de não ter gostado do último filme de Aster, “Eddington” desperta minha curiosidade. O filme se passa em uma pequena cidade do Novo México, onde o confronto entre o xerife (Joaquin Phoenix) e o prefeito (Pedro Pascal) acende um estopim durante o isolamento social de 2020. Com uma premissa de tensão crescente e a divisão entre vizinhos, Aster promete explorar o caos e o medo de uma maneira nova.

 

 

  • The Mastermind
    Dir. Kelly Reichardt

 

Após conquistar o mundo com “First Cow”, Reichardt retorna com um novo projeto promissor estrelado por Josh O'Connor. Em seu novo filme, ambientado em 1970, acompanhamos Mooney e seus cúmplices que, em pleno dia, invadem um museu e roubam quatro pinturas. No entanto, manter as obras de arte consigo acaba sendo mais desafiador do que roubá-las. Um drama sobre arte, crime e as consequências da ambição.

 

 

  • Die, My Love
    Dir. Lynne Ramsay

 

Lançando dois filmes prestigiados, “Precisamos Falar Sobre o Kevin” e “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”, a diretora britânica Lynne Ramsay retorna com uma adaptação do aclamado romance de Ariana Harwicz. “Die, My Love” acompanha uma mulher que, isolada no interior da França e vivendo uma maternidade opressiva, começa a ser consumida por pensamentos violentos e instintos incontroláveis. Estrelado por Jennifer Lawrence, o filme promete ser visceral, psicológico e arrebatador.

 


 

Um Certo Olhar

 

 

  • Eleanor the Great
    Dir. Scarlett Johansson

 

Scarlett Johansson, duas vezes indicada ao Oscar, estreia como diretora com um filme emocionante estrelado por June Squibb. A história segue Eleanor, uma mulher de 90 anos que, após uma vida ao lado de sua melhor amiga, se muda para Nova York em busca de um novo começo. Lá, ela faz amizade com uma estudante de 19 anos, explorando a beleza das conexões intergeracionais. Uma estreia sensível e repleta de afeto.

 

 

  • Urchin
    Dir. Harris Dickinson

 

Dickinson é um nome novo em Hollywood e já estreia na direção de seu primeiro longa — algo incomum para atores tão no início da carreira. Enquanto muitos só assumem essa função após anos de experiência, ele segue o caminho oposto. O filme conta a história de Mike, um homem em situação de rua em Londres, tentando romper um ciclo de autodestruição e recomeçar a vida. Uma estreia ousada e promissora.

 

 

  • The Chronology of Water
    Dir. Kristen Stewart

 

Assim como os outros dois, este é um filme dirigido por uma atriz em sua estreia atrás das câmeras. Kristen Stewart adapta o livro de memórias de Lidia Yuknavitch  em que a autora narra sua própria trajetória: de ex-nadadora olímpica frustrada a escritora, em meio a uma infância marcada por abusos, conflitos com o corpo, descobertas de sexualidade e laços familiares conturbados. Um relato potente que, nas mãos de Stewart, promete sensibilidade e ousadia.

 


 

Fora da competição

 

 

  • Highest to Lowest
    Dir. Spike Lee

 

Spike Lee assume a desafiadora missão de reimaginar High and Low, clássico de Akira Kurosawa, agora ambientado nas ruas de uma Nova York contemporânea. A trama acompanha um poderoso magnata da música envolvido em um dilema moral após ser alvo de um sequestro. Com um diretor tão autoral à frente, fica a pergunta: será que essa ousada releitura vai dar certo?

 

 

  • Missão: Impossível – O Acerto Final (Parte 2)
    Dir. Christopher McQuarrie

 

Mesmo sem ter gostado muito da primeira parte, sigo esperançoso para essa possível despedida de Ethan Hunt. A nova sequência de Missão: Impossível promete ação em alto nível, espionagem tensa e o desfecho da batalha contra a temível "Entidade". Com cenas de ação cada vez mais desafiadoras e um orçamento altíssimo, o novo capítulo pode ser o encerramento épico que a saga merece.

 


 

Do Brasil a Hollywood, passando pela Noruega, Inglaterra e França, o Festival de Cannes 2025 promete uma seleção diversa. Se o evento já é conhecido por revelar grandes obras e premiar talentos inusitados, essa nova seleção não deve ser diferente. Que venham as estreias, as críticas e que os santos da sétima arte tragam algumas futuras obras-primas.

Comentários 4

T
Tela & Pipoca3 de junho de 2025
Quero muuuuuito assistir O Agente Secreto!!
R
RoteiroMágica23 de maio de 2025
Não sei quanto tempo vai demorar para eu conseguir ver esses filmes que você recomendou! Alguns nem vão estrear aqui.
B
Bia Matera16 de maio de 2025
Não vejo a hora de O Agente Secreto chegar aqui no Brasil. Também to bastante curiosa pelo filme do Linklater.
C
Carlos Norcia14 de maio de 2025
Mal posso esperar pra ver todos esses filmes que vc destacou – principalmente O Agente Secreto, claro. Tô torcendo pro Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e a equipe saírem do festival com uns prêmios na bagagem!

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