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B
byJoãoVitorBatistaAugust 30, 2026
byJoãoVitorBatistaAugust 30, 2026Uau… quantas camadas temos aqui.
Alison Janney interpreta Diane, uma mulher completamente em pedaços, enfrentando um duplo luto. De um lado, a recente morte do marido, Henry. Do outro, o abismo que cresce a cada dia entre ela e o filho, Tyler.
Do outro lado, temos Andrew Rannells interpretando Jamie, assistente de Tyler, que é enviado para ajudar Diane durante os dias que antecedem o funeral. Parece uma premissa simples, mas o que o filme constrói a partir daí é surreal.
A história é praticamente toda conduzida pelos diálogos entre esses dois personagens. E é justamente a cada conversa, discussão e silêncio que vamos descobrindo novas camadas: o ressentimento de Diane pelo filho distante, os sentimentos de Jamie por Tyler, o luto de uma mulher que acabou de perder seu parceiro de vida, os conflitos de Jamie com a própria sexualidade e tantas outras questões que vão aparecendo aos poucos.
Para ter uma ideia do quanto gostei dessa construção, em vários momentos tive a sensação de estar lendo um livro muito bem escrito. Os diálogos são muito bem construídos e os personagens parecem ter sido pensados nos mínimos detalhes. E o mais interessante é que Tyler e Henry sequer aparecem no filme, mas são tão bem construídos através das conversas entre Diane e Jamie que, depois de um tempo, parece que já conhecemos os dois.
Alison Janney está fenomenal. Dá para sentir a dor daquela mãe dividida entre a perda do marido e o afastamento do filho, carregando anos de ressentimentos e questões mal resolvidas. O olhar, o rosto, a mão trêmula, a maneira como ela fala… tudo contribui para criar uma sensação muito real de sofrimento.
E a interação dela com Andrew Rannells é fascinante. Desde o primeiro encontro entre os dois, eu fiquei completamente preso. Eles funcionam muito bem juntos. Em diferentes momentos, senti raiva, compaixão, solidariedade, desconforto e até carinho pelos personagens. É uma relação que vai mudando conforme as coisas são reveladas.
O filme também sabe quando aliviar a tensão. Algumas escapadas para o humor funcionam muito bem e ajudam a respirar depois de momentos mais pesados. A personagem Judith, a vizinha, cumpre muito bem esse papel e conseguiu arrancar algumas risadas no meio de todo aquele drama.
A questão da sexualidade também está muito presente e, para mim, foi tratada de uma maneira muito sensível. Mas o que realmente ficou comigo foram as falas de Diane sobre o filho. Algumas delas vão ficar na minha memória por bastante tempo. Porque, no fim das contas, o amor de mãe é uma coisa difícil de explicar.
Tenho a sensação de que Saudades, Te Amo é uma dessas pequenas joias que a gente descobre quase por acaso. É um filme de diálogos, sentimentos e personagens, daqueles que parecem simples por fora, mas vão ficando cada vez maiores conforme você presta atenção.
É para assistir segurando a respiração e tentando engolir o choro. E não duvido de vermos essa belezura nas premiações. Que obra!
Alison Janney interpreta Diane, uma mulher completamente em pedaços, enfrentando um duplo luto. De um lado, a recente morte do marido, Henry. Do outro, o abismo que cresce a cada dia entre ela e o filho, Tyler.
Do outro lado, temos Andrew Rannells interpretando Jamie, assistente de Tyler, que é enviado para ajudar Diane durante os dias que antecedem o funeral. Parece uma premissa simples, mas o que o filme constrói a partir daí é surreal.
A história é praticamente toda conduzida pelos diálogos entre esses dois personagens. E é justamente a cada conversa, discussão e silêncio que vamos descobrindo novas camadas: o ressentimento de Diane pelo filho distante, os sentimentos de Jamie por Tyler, o luto de uma mulher que acabou de perder seu parceiro de vida, os conflitos de Jamie com a própria sexualidade e tantas outras questões que vão aparecendo aos poucos.
Para ter uma ideia do quanto gostei dessa construção, em vários momentos tive a sensação de estar lendo um livro muito bem escrito. Os diálogos são muito bem construídos e os personagens parecem ter sido pensados nos mínimos detalhes. E o mais interessante é que Tyler e Henry sequer aparecem no filme, mas são tão bem construídos através das conversas entre Diane e Jamie que, depois de um tempo, parece que já conhecemos os dois.
Alison Janney está fenomenal. Dá para sentir a dor daquela mãe dividida entre a perda do marido e o afastamento do filho, carregando anos de ressentimentos e questões mal resolvidas. O olhar, o rosto, a mão trêmula, a maneira como ela fala… tudo contribui para criar uma sensação muito real de sofrimento.
E a interação dela com Andrew Rannells é fascinante. Desde o primeiro encontro entre os dois, eu fiquei completamente preso. Eles funcionam muito bem juntos. Em diferentes momentos, senti raiva, compaixão, solidariedade, desconforto e até carinho pelos personagens. É uma relação que vai mudando conforme as coisas são reveladas.
O filme também sabe quando aliviar a tensão. Algumas escapadas para o humor funcionam muito bem e ajudam a respirar depois de momentos mais pesados. A personagem Judith, a vizinha, cumpre muito bem esse papel e conseguiu arrancar algumas risadas no meio de todo aquele drama.
A questão da sexualidade também está muito presente e, para mim, foi tratada de uma maneira muito sensível. Mas o que realmente ficou comigo foram as falas de Diane sobre o filho. Algumas delas vão ficar na minha memória por bastante tempo. Porque, no fim das contas, o amor de mãe é uma coisa difícil de explicar.
Tenho a sensação de que Saudades, Te Amo é uma dessas pequenas joias que a gente descobre quase por acaso. É um filme de diálogos, sentimentos e personagens, daqueles que parecem simples por fora, mas vão ficando cada vez maiores conforme você presta atenção.
É para assistir segurando a respiração e tentando engolir o choro. E não duvido de vermos essa belezura nas premiações. Que obra!








