Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor (Pratical Magic 2) segue o caminho das continuações atuais
Críticas Gerais
A cineasta dinamarquesa Susanne Bier é uma escolha óbvia pra assumir a direção de Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor (Practical Magic 2) pelo contato prévio tanto com as estrelas Sandra Bullock (em Bird Box) e Nicole Kidman em episódios de séries como The Undoing e The Perfect Couple. Bier tem uma carreira curiosa: começou dirigindo alguns filmes da vertente do Dogma 95 como Corações Livres (Elsker dig for evigt), se consolidou como uma espécie de diretora de dramalhões crus de prestígio como Irmãos (Brødre), Depois do Casamento (Efter brylluppet), Em um Mundo Melhor (Hævnen) e até o seu primeiro filme estadunidense Coisas que Perdemos pelo Caminho (Things We Lost in the Fire) e depois se focou em uma carreira de diretora de encomenda como Serena, Bird Box e séries.
Se antes uma constância nos filmes de Bier era a apelação, agora é a falta de identidade ou uma incompetência em se lidar com essas produções de escopo maior. A continuação de Da Magia à Sedução, o filme de 1998, sofre por um visual lavado e preguiçoso com uma iluminação quase toda chapada.

Ao contrário do longa de 1998 que é tão vibrante e bem carregado nesse sentido esse de agora chega a lembrar uma dessas séries hiper genéricas originais da Netflix. Somando isso com a falta de traquejo de Bier na direção e o mal gosto com efeitos visuais o filme acaba parecendo algo muito precário.
O roteiro de Akiva Goldsman – que já vinha do filme de 1998 – segue a fórmula de sempre dessas continuações tardias com a introdução de novas personagens jovens – as filhas sem nenhuma carisma da personagem de Bullock feitas por Joey King e uma Maisie Williams surpreendentemente sem destaque – de uma nova geração que espelham a antiga de certa maneira, um novo interesse romântico (Lee Pace) e o retorno dos personagens antigos.
Uma coisa boa do filme é que ele é bastante auto–suficiente e não fica muito focado em fazer piscadelas incessantes pro filme original. Bullock e Nicole se mostram bem inseridas nos seus papéis – por mais que o destaque a Kidman soe um pouco escanteado – e tem momentos genuinamente engraçados em suas trocas de irmãs. O problema é que todo resto ou é bastante genérico ou é francamente estupido em como joga novos elementos pro enredo que parecem obrigações estruturais fáceis com o tipo de narrativa que esses filmes têm vide a introdução de um novo vilão. Por mais engraçadinho que seja o filme, nada apaga esses fatores.













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