Desvendando as lições da animação A Pequena Sereia, de 1989: Insights e conclusões
Críticas Gerais
Após assistir o novo live-action da Disney, A Pequena Sereia, decidi revisitar a animação clássica de 1989 e devo dizer que amo as duas versões. Como grande fã da icônica vilã Ursula, compro qualquer ingresso que mostre ela na tela cantando aquele hino hipnotizante, "Pobres Corações Infelizes". Mas antes de mergulhar no assunto principal, quero apresentar minha interpretação favorita dessa música, apresentada por ninguém menos que a sensacional Queen Latifah:
O lançamento da nova versão de A Pequena Sereia me fez relembrar o significado da criação da animação. Surgindo no fim de 1980, marcou a exploração da Disney na direção de sua "série de princesas" da época. A protagonista, Ariel, diferente de outras princesas do estúdio, trouxe significados diferentes e interpretou um papel pioneiro:
A Pequena Sereia pavimentou o caminho das adaptações das princesas na Broadway, cujos exemplos de mais sucesso incluem, além dela, Aladdin.
O filme da Disney deu muita ênfase no papel da princesa na narrativa, se aprofundando na dinâmica entre ela e o príncipe além do conceito de "felizes para sempre". As identidades das princesas se tornaram mais diversas.

Analisando A Pequena Sereia 1: Aumentando a importância da música
A exploração da série de princesas continuou nos filmes da Disney. Enquanto filmes anteriores como Pinóquio e Mogli incorporaram elementos da música e da dança, A Pequena Sereialevou isso a outro nível, abraçando o estilo dos musicais da Broadway, permitindo que músicas e coreografias tivessem um papel mais significativo na história e mostrasse o desenvolvimento da personagem.
O sucesso estrondoso de A Pequena Sereia não é só devido à qualidade do filme, mas, também, a suas ótimas canções. Graças a isso, o compositor Alan Menken embarcou em uma jornada de criação de trilhas inesquecíveis para filmes da Disney, compondo para os 3 filmes de princesas seguintes: A Bela e a Fera (1991), Aladdin (1992) e Pocahontas (1995). Os 2 primeiros foram adaptados para grandes musicais na Broadway, usando a alta-qualidade de suas trilhas como base e com apenas algumas adições, que fizeram delas memoráveis.

Analisando A Pequena Sereia 2: A primeira princesa sem pernas
Ariel, a pequena sereia, quebrou os moldes das tradicionais princesas esperando por resgate. Em vez disso, ela tem as qualidades de uma mulher moderna: corajosa, independente e que busca seu verdadeiro eu. Entretanto, é de gosto meio duvidoso que o filme use o criticado tema "amor à primeira vista". Ariel se apaixona pelo príncipe no momento que põe os olhos nele, e, com o passar do filme, vai atrás dele incansavelmente, desafiando o próprio pai e abandonando seu lar sem se despedir.

Enquanto muitos admiram a coragem, sinceridade e iniciativa de Ariel, pessoalmente acredito que essa imagem não é um bom modelo para o público da Disney, formado principalmente por crianças e adolescentes. Parece que, se for pelo bem do "amor verdadeiro", qualquer um faria um acordo imprudente com estranhos e fugiria de casa sem avisar a família. Ariel acaba caindo na armadilha da vilã, e seu pai precisa resgatá-la e resolver o problema.
Portanto, quando os pais assistem o filme com seus filhos e filhas, é essencial lembra-los que devem aprender com a curiosidade de Ariel, mas não fazer escolhas cegas em busca de um "amor verdadeiro". Através dos 83 minutos de filme, não descobrimos que tipo de pessoa o príncipe Eric é – afinal, mesmo em seus encontros, sua mente vagueia para a misteriosa mulher que o salvou. A noção de "felizes para sempre" no final levanta perguntas importantes.

Analisando A Pequena Sereia 3: Reflexões para os pais
O desenvolvimento da personalidade de uma criança é influenciado por sua criação, e Ariel não é uma exceção.
Talvez pela representação limitada dos pais nos filmes anteriores da Disney, o Rei Tritão sirva como um exemplo clássico de pai inadequado, exibindo um "amor paternal cego" por Ariel. Mesmo que genuinamente deseje o melhor para a filha, como demonstrado por sua animação ao descobrir seu interesse amoroso e por seu sacrifício para salvá-la de Ursula, seu amor não demonstra uma compreensão genuína da filha.

O rei não entende a curiosidade de Ariel sobre o mundo humano e não ensina a ela sobre eles, nem mostra preocupação por sua vida pessoal. Em vez disso, ele coloca "espiões", como Sebastião, atrás dela. Se Tritão tivesse se comunicado com Ariel antes de seu encontro com Ursula, ela não teria feito o acordo, prejudicando a ela e a todo o reino do pai pelo "amor verdadeiro". No fim, Tritão usa sua própria magia para dar pernas a Ariel, e se tivesse feito isso no começo, teria salvado a filha de vários perigos.
Talvez a Disney pretendesse convencer os pais de que levar os filhos ao cinema pudesse suprir as necessidades das crianças, independente de quão irracional parecessem, e servir como exemplo. Por outro lado, poderia causar ainda mais problemas.

A Pequena Sereia foi inovador para os filmes de princesas da Disney em 1980. Se quer entender como elas funcionam, você precisa ver esse clássico.
Então, comparando a versão de 1989 com a adaptação em live-action, qual é a sua preferida? Você ama alguma música ou cena específica? Me siga e deixe um comentário, quero saber sua opinião sobre A Pequena Sereia.
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